Temporada 2008 é fraca – E agora?

A convite da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte e da Federação dos Conventions e Visitours Bureaux, ambas de Santa Catarina, em dezembro de 2007, realizei palestras nas cidades de Chapecó, Concórdia, Joaçaba, Mafra, Joinville, Jaraguá do Sul, Itajaí, Rio Negrinho e São Paulo. Mais…Nestas ocasiões, salientei a importância do Prêmio “O Melhor Estado do Brasil”, concedido ao estado pela Revista Viagem e Turismo em outubro passado, e, também, a responsabilidade decorrente deste destaque nacional.

Participaram dos encontros as lideranças locais, políticas e privadas. Também foi conteúdo das apresentações “o cenário atual turismo brasileiro (lembre-se, em dezembro de 2007) e como seríamos atingidos em SC” pela desvalorização do dólar, pela crise aérea e pelas viagens de navio. Infelizmente, meu alerta se confirmou e a temporada está muito fraca. Para “ajudar”, muitos dos turistas que vieram saíram reclamando da qualidade dos serviços. E têm mais: o governo federal, para desviar a atenção da queda da CPMF e outros problemas deles, focou as suas notícias na saúde e destacou a febre amarela para o mundo, colocando SC como zona de risco. Dá para crer que eles fizeram isto? Pois fizeram e depois, consequentemente, gerou matéria até do importante jornal argentino O Clarin. Para piorar mais ainda… Esta chuva que não para! E se está assim no litoral, o que pensar do interior?

Pois bem, o que deve ser feito? Onde está a solução para recuperar o público perdido e/ou conquistar um público que nunca veio ao nosso estado?

A temporada de verão, segundo o sol, vai até abril. Isto é fato ano a ano. Vamos lembrar que temos mais de 50 milhões de clientes potenciais somente considerando SC, RS, PR e SP e, certamente, teremos muitos em férias nestes outros meses. Já executei ações para captar estes turistas em anos anteriores e deu certo. Por que não tentar agora novamente? Depois da tempestade, vem a bonança. Depois da chuva, vem o sol, sempre!
O caminho é composto de ações profissionais e continuadas, desenvolvendo o turismo interno, primeiramente, e, na seqüência, atingindo os mercados vizinhos. Isto deve ser feito por meio de estratégias adequadas às demandas potenciais. O estímulo às viagens de curta distância, a criação de roteiros integrados, eventos de pequeno e médio porte, tudo valorizando os atrativos que o nosso estado tem, com variações para os cinco ou seis sentidos. Marketing nunca foi tão necessário e, uni-lo a Vendas, será definitivo para o sucesso dos negócios. Para isto, será necessário capacitar pessoas para que elas saibam usar adequadamente a inovação e a criatividade, habilidades fundamentais para o sucesso de todas as organizações. No turismo também é assim.

Elis Busanello – Balneário Camboriú, 17/01/08

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