Semana SIPAT Da Pedra a Diamente

Resiliência Catarinense

Uma das características apontadas por psicólogos nos últimos anos para explicar porque algumas pessoas se destacam no universo corporativo, apesar das adversidades, é a resiliência.

Explicando: Trata-se da capacidade que certas pessoas têm de começar de novo, de se recompor ou até se reinventar depois de passarem por problemas.

Nos contatos cotidianos vemos claramente as diferentes reações das pessoas diante da perda do emprego, do diagnóstico de uma doença ou da morte de uma pessoa querida. Na dor, algumas pessoas desesperam-se e desistem. No medo, algumas fogem em vez de lutar para superar. Outras, pelo contrário, encontram inspiração para novas ações em benefício próprio e dos outros,  principalmente. Estas diferenças são fundamentais para a qualidade da continuidade da vida.

Santa Catarina viveu o momento mais especial da sua história. O Estado sofreu a maior tragédia climática brasileira e está sendo exemplo para o Brasil em todos os sentidos. Nas últimas semanas vimos pessoas dilaceradas pela dor do desaparecimento de alguém e da perda da própria identidade. No mesmo cenário, vimos milhares de pessoas trabalhando, consolando e amando o seu semelhante, até minutos antes um desconhecido. As águas levaram vidas, casas, móveis, objetos e documentos pessoais. As chuvas que vieram do céu inundaram nossas vidas de notícias dramáticas mescladas às soluções imediatas, ora urgentemente improvisadas e falhas, ora assertivas. Mas elas trouxeram também solidariedade de um povo brasileiro de coração puro, uma grande maioria com desejo ardente de servir e fazer a diferença na vida das outras pessoas, aliviando estes momentos de tanta dor.

Os jornais foram minados de imagens que desejamos esquecer. Em programas de TV, apresentadores dramatizaram pontuando casos e expondo gente que nem conseguia mais contar o que aconteceu, tamanha a pressão dos dias vivenciados. Revistas semanais compararam a enchente em Santa Catarina ao terrível katrina americano e ao imensurável tsunami asiático. Exagero que nada contribuiu para a reconstrução deste belo estado, notadamente desenvolvido pelo trabalho sério de sua gente catarinense e também daqueles que vieram de outros lugares, optando por associar o labor à qualidade de vida.

Começar de novo é a palavra de ordem para muitos. Continuar firmes é o mote de outros. Colaborar é a vocação da grande maioria, felizmente. Este processo de inspirar-se para superar as dificuldades é a abençoada resiliência, que trás a quem a cultiva em si, a certeza de que tudo é possível para quem tem fé, amor, força e verdade em tudo o que faz. Acreditar em si e nos outros é fundamental para justificar a nossa estada e evolução neste planeta.

Continuar viajando, fazendo férias, apreciando a gastronomia, divertindo-se em praias e parques, faz parte da vida de quem teve sua rotina preservada. Continuar visitando Santa Catarina nas férias é a melhor coisa que os brasileiros e sul-americanos podem fazer neste momento, para si e para o estado.

Santa Catarina estará sendo ajudada na manutenção de sua economia que tem no turismo uma das principais atividades, à medida que os turistas continuarem escolhendo as praias catarinenses para divertirem-se em família ou com amigos, pois milhares de trabalhadores dependem diretamente do emprego em algum empreendimento do estado. Por outro lado, os visitantes encontrarão a infra-estrutura turística em pleno funcionamento, com serviços profissionais qualificados e cordiais, e serão tratados com muito carinho em retribuição a fidelidade dos turistas a esta terra.

Mas existe outro benefício que vale ressaltar. Os pais poderão mostrar aos seus filhos, e tomarem também para si o exemplo de força de vontade dos cidadãos que foram à luta para arrumar tudo o mais rápido possível. E conseguiram. O litoral está impecável. As praias estão bem cuidadas. A alegria está no ar!

Visite Santa Catarina e comprove como é lindo acreditar no ser humano e na infinita capacidade que temos de construir a nossa felicidade.

Balneário Camboriú, 13 de dezembro de 2008.

OBS.: Artigo publicado na Revista Voi – Edição março/2009.

Autora:
Elis Rejane Busanello
Palestrante Motivacional
Facilitadora de Comunicação e Capacitação para Desenvolvimento Pessoal e Profissional

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