A felicidade está na viagem
A emoção é a reação do corpo à mente. As emoções desencadeiam sensações físicas.
Até o amor, tão incrivelmente gostoso de viver, provoca “borboletas no estômago”, joelhos moles, frio na barriga e muito mais.
Quando sentimos raiva, enrijecemos os maxilares o que causa desconforto, dores e até acaba afrouxando os dentes. É mole?
Não… muito duro de viver isto.
Os padrões de pensamento profundamente inseridos em nós, limitam a nossa evolução, criam barreiras nos relacionamentos, nos prendem a situações que, embora negativas, soam como confortáveis e seguras, porque são conhecidas e porque queremos justificar nossas atitudes.
Uma forma de resistir às mudanças é afirmar “já tentei e não deu certo”. Afirmações como esta são desculpas para continuar retardando a decisão de fazer diferente para obter resultado diferente.
Ações continuadas como estudar, economizar, deixar de fumar, fazer dieta e exercícios, exigem disciplina e distanciamento do conforto e do prazer imediatos. A forma de justificar a permanência no estado contrário pode ser algo do tipo “já vi muita gente se cuidando e morrendo cedo”. Fazem até piada como “O cigarro mata devagar. Não faz mal. Eu não tenho pressa”.
Agindo assim, as pessoas continuam controladas pelo medo,
pela culpa, pela tristeza e crença na sua incapacidade de mudar e viver uma vida muito melhor.
E o corpo certamente já está dando sinais de sofrimento, seja no peso (para mais ou para menos), dores nas articulações, gastrite, peito apertado, cabeça zunindo, pele ressecada, mau funcionamento do intestino, gripes freqüentes e outros pedidos
de socorro.
O desconhecido assusta e muita gente permanece onde está, evitando até a felicidade, porque ela pode estar lá onde ainda não foram viver uma nova experiência. Já falei em outro texto que o valor está nos processos, muito mais do que nos resultados, portanto, a felicidade está na viagem. Então até logo! Nos vemos na próxima estação para compartilhar tudo o que vivemos.

